domingo, 10 de julho de 2011

Obesidade


   Obesidade é uma enfermidade caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, associada a problemas de saúde.
   A obesidade pode ser causada pelo hábito de comer demasiadamente ou comer alimentos com altos níveis calóricos e também por fatores genéticos pré dispostos. Em consequência disso, o paciente acaba ingerindo mais calorias do que pode gastar, e assim, acaba ficando obeso e sofrendo o risco de obter diversas doenças perigosas.
   Pacientes obesos apresentam limitações de movimento, tendem a ser contaminados com fungos e outras
infecções de pele em suas dobras de gordura, com diversas complicações, podendo algumas delas serem graves. Além disso, sobrecarregam sua coluna e membros inferiores, apresentando a longo prazo degenerações (artroses) de articulações da coluna, quadril, joelhos e tornozelos, além de doença varicosa (varizes) superficial e profunda com úlceras de repetição e erisipela.
   Se a criança é obesa aos 6 anos de idade, ela apresenta 50% de chance de se tornar um adulto obeso. Já na adolescência, a chance é de 70% a 80%. As crianças obesas são mais altas, apresentam idade óssea avançada e maturação sexual antecipada, em comparação com as crianças não obesas.
   A obesidade é fator de risco para diversas doenças e distúrbios:

•Hipertensão arterial
•Doenças cardiovasculares
•Doenças cérebro-vasculares
•Diabetes Mellitus tipo II
•Câncer
•Osteoartrite
•Coledocolitíase
•Distúrbios Lipídicos
•Hipercolesterolemia
•Diminuição de HDL (colesterol bom)
•Aumento da Insulina
•Intolerância à Glicose
•Distúrbios Menstruais / Infertilidade
•Apnéia do Sono

   Diagnóstico:
   A forma mais amplamente recomendada para avaliação do peso corporal em adultos é o IMC (índice de massa corporal). O IMC é calculado da seguinte forma: peso do paciente (em Kg) dividido pela altura (em metros) elevada ao quadrado. O valor obtido estabelece o diagnóstico da obesidade e caracteriza os riscos associados. De acordo com essa informação podemos estabelecer a tabela abaixo:


IMC ( kg/m2)   Grau de Risco     Tipo de obesidade
18 a 24,9       Peso saudável    Ausente
25 a 29,9       Moderado         Sobrepeso ( Pré-Obesidade )
30 a 34,9       Alto            Obesidade Grau I
35 a 39,9       Muito Alto       Obesidade Grau II
40 ou mais      Extremo          Obesidade Grau III ("Mórbida")

   A obesidade apresenta ainda algumas características que são importantes para a repercussão de seus riscos, dependendo do segmento corporal no qual há predominância da deposição gordurosa, sendo classificada em:
•Obesidade Difusa ou Generalizada.
•Obesidade Andróide ou Troncular (ou Centrípeta): o paciente apresenta uma forma corporal semelhante à maçã. Está associada com maior deposição de gordura visceral e se relaciona intensamente com alto risco de doenças metabólicas e cardiovasculares.
•Obesidade Ginecóide: a deposição de gordura predomina ao nível do quadril, fazendo com que o paciente apresente uma forma corporal semelhante a uma pêra. Está associada a um risco maior de artrose e varizes.
   Essa classificação, por definir riscos, é muito importante e por esse motivo fez com que se criasse um índice denominado "Relação Cintura-Quadril", que é obtido pela divisão da medida da circunferência da cintura abdominal pela medida da circunferência do quadril do paciente. De uma forma geral se aceita que existem riscos metabólicos quando a Relação Cintura-Quadril seja maior do que 0,9 no homem0,8 na mulher. A simples medida da circunferência abdominal também já é considerado um indicador do risco de complicações da obesidade, sendo definida de acordo com o sexo do paciente. Considera-se risco aumentado a medida da cintura em 94cm no homem e 80cm na mulher,e risco muito aumentado, quando a medida se encontra em 102cm no homem e 88cm na mulher.
   A gordura corporal pode ser estimada também a partir da medida de pregas cutâneas, principalmente ao nível do cotovelo, ou a partir de equipamentos como a Bioimpedância, a Tomografia Computadorizada, o Ultrassom e a Ressonância Magnética. Essas técnicas são úteis apenas em alguns casos, nos quais se pretende determinar com mais detalhe a constituição corporal.
Na criança e no adolescente, os critérios diagnósticos dependem da comparação do peso do paciente com curvas padronizadas, em que estão expressos os valores normais de peso e altura para a idade exata do paciente.
   De acordo com suas causas, a obesidade, pode ser classificada da seguinte maneira:
•Obesidade por Distúrbio Nutricional: dietas ricas em gorduras, dietas de lancherias.
•Obesidade por Inatividade Física: sedentarismo, incapacidade obrigatória, idade avançada.
•Obesidade Secundária a Alterações Endócrinas: síndromes hipotalâmicas, síndrome de Cushing, hipotireoidismo, ovários poliscísticos, pseudohipaparatireoidismo, hipogonadismo, déficitde hormônio de crescimento, aumento de insulina e tumores pancreáticosprodutores de insulina.
•Obesidades Secundárias: sedentarismo, drogas (psicotrópicos, corticóides, antidepressivos tricíclicos, lítio, fenotiazinas, ciproheptadina, medroxiprogesterona), cirurgia hipotalâmica.
•Obesidades de Causa Genética: autossômica recessiva, ligada ao cromossomo X, cromossômicas (Prader-Willi), síndrome de Lawrence-Moon-Biedl.
   Tratamento:
•Reeducação alimentar: o médico nutricionista será encarregado de dar ao paciente uma dieta possuindo valores calóricos necessários ao paciente, permitindo assim o controle da ingestão de calorias.
•Exercício: considera-se exercício uma atividade física planejada e estruturada com o propósito de melhorar ou manter o condicionamento físico. O exercício apresenta uma série de benefícios para o paciente obeso, melhorando o rendimento do tratamento com dieta. Entre os diversos efeitos se incluem: diminuição do apetite, aumento da ação da insulina, melhora do perfil de gorduras e a melhora da sensação de bem estar e auto estima.
•Drogas: A utilização de medicamentos como auxiliares no tratamento do paciente obeso deve ser realizada com cuidado, não sendo em geral o aspecto mais importante das medidas empregadas. É importante que essas drogas sejam receitadas pelo seu médico, pois existem tipos diferentes de medicações para tipos diferentes de pacientes e obesidades.
   Prevenção:
   Uma dieta saudável deve ser sempre incentivada já na infância, evitando-se que crianças apresentem peso acima do normal. A dieta deve estar incluída em princípios gerais de vida saudável, na qual se incluem a atividade física, o lazer, os relacionamentos afetivos adequados e uma estrutura familiar organizada.
   No paciente que apresentava obesidade e obteve sucesso na perda de peso, o tratamento de manutenção deve incluir a permanência da atividade física e de uma alimentação saudável a longo prazo. É importante que o paciente esteja completamente comprometido com a mudança e que tenha acompanhamento médico regular.

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