segunda-feira, 4 de julho de 2011

O Que é TOC ?


   TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) é um transtorno de ansiedade caracterizados por pensamentos obsessivos e compulsivos, na qual o indivíduos tem comportamentos considerados estranhos para a sociedade ou para a própria pessoa.
   Obsessões são pensamentos recorrentes insistentes que se caracterizam por serem desagradáveis, repulsivos e contrários à índole do indivíduo. Os pensamentos obsessivos não são controláveis pelos próprios pacientes. Ter apenas um pensamento recorrente pode ser algo desagradável como um problema não resolvido ou uma música irritante, mas ter obsessões é patológico porque causa significativa perda de tempo, queda no rendimento pessoal e sofrimento pessoal. Como o paciente perde o controle sobre os pensamentos, muitas vezes passa a praticar atos que, por serem repetitivos, tornam-se rituais. Muitas vezes tem a finalidade de prevenir ou aliviar a tensão causada pelos pensamentos obsessivos. Esses rituais são chamados de comportamentos compulsivos. Os pacientes nunca perdem o juízo a respeito do que está acontecendo consigo próprios e percebem o absurdo ou exagero do que está se passando; mas como não sabem o que está acontecendo, temem estar enlouquecendo, e, pelo menos no começo, tentam esconder seus pensamentos e rituais. No transtorno obsessivo-compulsivo os dois tipos de sintomas quase sempre estão juntos, mas pode haver a predominância de um pelo outro. Um paciente pode ser mais obsessivo que compulsivo ou mais compulsivo do que obsessivo.
   As obsessões mais comuns envolvem:
•Preocupação em ferir os outros ou a si mesmo, em insultar e em ter impulsos de agredir.
•Colecionar, guardar objetos inúteis.
•Escrupulosidade, blasfêmias, pecado (certo/errado).
•Preocupação com exatidão, alinhamento.
•Preocupação excessiva com doenças.
•Sons, palavras, números.
•Medo de contaminar-se com germes, doenças, sujeiras, etc.
•Imaginar-se perdendo o controle, realizando violentas agressões ou até assassinatos.
•Pensamentos sexuais urgentes e intrusivos, pensamentos obsessivos.
•Dúvidas morais e religiosas.
   As compulsões mais comuns envolvem:
•Lavar-se para se descontaminar.
•Repetir determinados gestos.
•Verificar se as coisas estão como deveriam (porta fechada, gás desligado, etc.).
•Repetições (sair/entrar; palavras, números, páginas, parágrafos, leitura, escrita, gestos.).
•Contagens de objetos.
•Ordem/arranjos/sequências, simetria ou alinhamento.
•Acumular/colecionar (empilhar jornais velhos, colecionar objetos inúteis).
•Rituais mentais, fazer listas, tocar, bater de leve, ou tocar em objetos, olhar, Ordenar ou arrumar os objetos de uma determinada maneira.
   Causas:
•Genéticas: Os indivíduos já nascem com maior ou menor propensão a desenvolver o problema.
•Influências ambientais: como infecções por bactérias (estreptococos) e vírus, traumatismo craniano podem desencadear os sintomas.
•Outros fatores que podem influenciar no desenvolvimento do problema estão relacionados com o aprendizado e o estresse.
   Diagnóstico:
   Os sintomas obsessivos e compulsivos são exclusivos do transtorno obsessivo-compulsivo, para fazer o diagnóstico. Contudo além dos sintomas são necessários outros critérios. O tempo gasto com os sintomas deve ser de no mínimo uma hora por dia ou quando o tempo for inferior a isso é necessária a existência de marcante aborrecimento ou algum prejuízo pessoal. É preciso que em algum momento o paciente reconheça que o que está acontecendo seja excessivo, exagerado, injustificável ou anormal. Isso faz com que o paciente ache que está enlouquecendo e tente esconder o que se passa, fica assustado e quando chega ao médico apresenta essa preocupação. Ao contrário do que se pode pensar a impressão que o paciente tem a respeito de si mesmo é um sinal de bom funcionamento mental, pois o paciente consegue reconhecer algo de errado em si mesmo. Os sintomas não podem ser dependentes de outro transtorno, por exemplo se a preocupação tem como foco a possibilidade de ter novos ataques de pânico não se pode fazer o diagnóstico de transtorno obsessivo-compulsivo.
   Tratamento:
   As pessoas que tem TOC geralmente gostam de falar de doenças e se preocupar com elas, mas não de tomar remédio. Elas se classificam como "hipocondríacos que detestam remédios". Porém se não for tratado, o TOC pode cronificar e se tornar incapacitante. O tratamento mais eficaz consiste em:
•Medicação. Não interrompa o tratamento por não sentir melhora nas primeiras semanas. TOC é teimoso, você tem que ser mais teimoso ainda.
•Psicoterapia Cognitivo Comportamental, que é bem diferente da Psicoterapia Analítica.
•Força de vontade para resistir ao impulso obsessivo.
   A família pode ajudar:
•Insistir no tratamento.
•Lembrar ao paciente a necessidade dele resistir às "manias".
•Não levar a sério os medos, dúvidas e perguntas do paciente. Por exemplo, o paciente quer voltar para casa para conferir se fechou uma porta. Não concorde.
•Não entre em discussões por exemplo sobre vírus e bactérias e contaminações, pois elas seriam infinitas.
   Observações:
•Algumas vezes o primeiro remédio não produz resultado e tem que ser trocado
• Mesmo que você já esteja se sentindo bem, não interrompa a medicação. Seu médico deve decidir quando diminuir, interromper ou trocar de medicação. Se o medicamento tiver efeitos colaterais, ele poderá ser trocado por outro que não traga desconforto. O tratamento do TOC é longo. A recaída em caso de interrupção prematura do tratamento é quase certa.
•Se os sintomas do TOC voltarem, não quer dizer dependência da medicação, mas sim que ainda não era hora de suspender o tratamento. Os remédios que tratam Transtorno Obsessivo Compulsivo não criam dependência. O TOC é que exige tempo de tratamento longo. O importante é que a qualidade de vida da pessoa melhore.
   TOC e Superstições: 
   Muitos hábitos, como bater três vezes na madeira, não passar embaixo de escadas, evitar os gatos pretos, não pronunciar a palavra azar podem se assemelhar com os sintomas do TOC.
   Na realidade, rituais como esses refletem apenas costumes e tradições antigas aceitos pelo grupo social do indivíduo e não causam prejuízos funcionais, não podendo ser considerados como uma doença e consequentemente não necessitam de tratamento.
   Desde que a sua frequência não seja excessiva ou cause sofrimento para o indivíduo, tais rituais não justificam nenhuma intervenção especial.

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