quinta-feira, 2 de junho de 2011

Sonambulismo


   O sonambulismo é um distúrbio benigno que ocorre com algumas pessoas. Em síntese, o sonâmbulo praticam algumas ações como andar, falar, abrir portas e janelas, enquanto dorme.
   O sono tem cinco estágios, nos quais, a cada estágio, as ondas cerebrais diminuem de intensidade até atingirem um profundo nível de relaxamento. No caso dos sonâmbulos, essas ondas são irregulares, o que acaba por não desligar completamente a região do cérebro responsável por nossas funções motoras.
   Durante o primeiro terço do sono da noite, seu corpo está em NREM (ou, Não-REM), ou seja, sono sem o movimento rápido dos olhos, o que indica que a pessoa não está sonhando. Por isso, os sonâmbulos não estão implementando seus sonhos.
   O cérebro resiste a ser despertado durante o sono profundo, o que explica por que é difícil acordar um sonâmbulo. E caso isso seja feito, é provável que o sonâmbulo indique sinais de confusão por diversos minutos e pouco se lembre de qualquer coisa que tenha acontecido.
   Os episódios de sonambulismo podem durar de alguns segundos a 30 minutos. Os sonâmbulos em geral, podem parecer despertos, mas agem de maneira desajeitada.
   Os sonâmbulos, em geral, são crianças. Muito mais  gente do que imaginamos viveu histórias de sonambulismo ocasional na infância. Geralmente, as crianças superam o problema sem intervenção. A população de adultos sonâmbulos é bem menor. O sonambulismo pode também ser uma questão que afeta toda uma família e é mais frequente entre os meninos.
   O sonambulismo pode ser desencadeado por vários distúrbios médicos gerais, psiquiátrico e neurológicos, como apneia do sono obstrutiva, movimentos periódicos das extremidades, crises noturnas, doença febril e uso ou abuso de álcool. Outros fatores de risco, incluem privação do sono, gravidez, menstruação e medicamentos específicos, incluindo psicotrópicos (carbonato de lítio e agentes com efeitos anticolinérgicos). Relatos de casos confirmados polissonograficamente, indicam que a maioria dos casos em adultos não é relacionada casualmente a um distúrbio psiquiátrico, embora o stress possa ter seu papel contribuinte.
   Dentre as crianças com idades de 5 a 12 anos, geralmente 12 a 40 % delas apresentam pelo menos uma vez na vida um episódio de sonambulismo. Já para os adultos, a ocorrência cai para  2 %.
   Alguns sonâmbulos vão além de passear pela casa durante o sono. Um homem de Manchester Jules Lowe assassinou o pai, enquanto dormia e foi inocentado. Scott Falate, um morador do Arizona, usou um sonambulismo como defesa depois de esfaquear  a mulher 44 vezes, mas foi considerado culpado. Não se trata de casos isolados. O psiquiatra Peter Fenwick reporta casos de homicídios cometidos por sonâmbulos desde o ano 1600.
   O sonambulismo e os terrores do sono, especialmente em crianças, geralmente não precisam ser tratados, a não ser pela identificação e minimização dos fatores de risco. No entanto, em casos envolvendo traumatismos relacionados ao sono (geralmente em adultos), é necessário farmacoterapia, que pode salvar a vida.
 

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