sábado, 4 de junho de 2011

Olhos e Ilusões Ópticas


   Nenhum outro órgão do corpo humano apresenta características tão complexas quanto os olhos.
   Durante o dia, os olhos movem-se mais de 100.000 vezes para receberem as ondas de luz que os atingem. Se considerarmos que 80% de todas as impressões sensoriais captadas pelo homem são de natureza óptica, reconheceremos que os olhos realizam um árduo trabalho. Seis músculos de pequenas dimensões, mas extremamente fortes, realizam o trabalho mecânico. Se pretendêssemos estabelecer uma comparação estes e outros grupos de músculos existentes no corpo humano, como as pernas, o trabalho diário pelos músculos dos olhos seria semelhante a uma dupla maratona das pernas.
   Os movimentos dos olhos representam um fenômeno maravilhoso. O globo ocular, que tem as dimensões de uma bola de pingue-pongue, é acionado pelos músculos que se encontram na parede óssea da órbita. A sua atividade permite ao homem abranger os objetos que se encontram em várias posições no espaço, de modo que esses mesmos objetos sejam nitidamente representados na retina, na sua posição correta.
   Com o auxílio dos músculos, os olhos podem se mover para cima e para baixo, para a direita e para a esquerda, podem sair levemente da órbita e recolher um pouco. Esses movimentos processam-se em torno de um centro de rotação situado um pouco atrás do centro do globo ocular. Nunca dois dos seis músculos dos olhos trabalham contraditóriamente: os músculos retos superior e inferior, assim como ambos os músculos oblíquos, fazem com que os olhos se movam para cima e para baixo ou rodem.
   Para que a visão seja possível, o trabalho conjunto de ambos os olhos reveste-se de grande importância. Quando um dos olhos se levanta, quando se vira para o lado, e quando se move para o centro, o outro sempre acompanha.
   Para conseguir executar o complexo trabalho que representa a visão diária, os olhos dividem engenhosamente as tarefas, alternando as vezes que cada um recebe cerca de 90% de todas as impressões. No período de descanso, durante o qual recupera, o olho que se encontra no momento aliviado, ainda contribui com 10% de sua potência.
   Ilusão de Óptica:
   A ilusão de óptica resulta da forma como nosso cérebro interpreta as imagens que chegam da retina. A retina é a camada pigmentada, que reveste o fundo do olho. Ela possui as células responsáveis pela detecção de cores, os cones, e as células para detectar a presença de luz. A imagem que chega ao cérebro é interpretada em diferentes regiões até que nosso cérebro consiga  unir as informações da imagem para identificar o significado dessa imagem e onde ela se localiza no espaço. Nesse processo são também consideradas as informações que já estão armazenadas na nossa memória.
   O ponto cego é o local da retina onde não há cones nem bastonetes, isto é, células que captam o estímulo luminoso produzido pela imagem. No ponto cego passam as artérias que trazem sangue para a retina e saem as veias da retina e o nervo óptico.
   Por questão de sobrevivência ,tendemos a classificar rapidamente a imagem que olhamos, e se conseguimos fazer isso com facilidade, em geral, ela deixa de ter interesse para nós. Caso contrário, quando temos dificuldade, paramos e continuamos a análise. A ilusão de óptica exerce essa magia, pois parece que entendemos, mas há ainda algo que nos instiga a buscar o significado completo da imagem.
   Observe as seguintes imagens que dão ilusão de óptica:


Tente entender essa imagem

Acredite ou não, os soldados são exatamente do mesmo tamanho.

Essa imagem se move ou está parada?



Consegue contar as bolinhas pretas?

   Legal, né? Gostou? Comente! ;)

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