terça-feira, 14 de junho de 2011

Insanidade



   A loucura ou insânia é, segundo a psicologia, uma condição da mente humana caracterizada por pensamentos considerados "anormais" pela sociedade. A verdadeira constatação da insanidade mental de um indivíduo só pode ser feita por especialistas em psicopatologia.
   A loucura é uma experiência social e psicológica. Dizemos que é uma experiência social, tendo em vista a maneira variada que os grupos sociais a concebem. O que nós caracterizamos como loucura pode não ser para um outro grupo. Os critérios segundo os quais é julgada esta experiência são variados. Outros grupos sociais delimitam o campo da loucura de maneira distinta. A noção de loucura é diversificada e relativa, uma vez que cada grupo tem uma linguagem particular para definí-la.
   Na antiguidade, a loucura era considerada como uma manifestação divina. O ataque epiléptico, intitulado doença sagrada, significava maus presságios quando ocorria durante os comícios. Se uma pessoa sofresse um ataque epiléptico durante a explanação de um dos oradores, tal evento era interpretado como sendo uma intervenção divina, como um sinal de que não se deveria acreditar no que dizia o orador.
   Coexistindo com essa visão, na Grécia antiga, Aristófanes acreditava que a doença mental pudesse ter características específicas e uma causa definida. ele justificava o pensamento da época, que atribuía à doença  uma manifestação divina, à peculiaridade da doença que causava assombro aos demais. Por pensar na doença mental como orgânica, Aristófanes defendia uma intervenção a base de banhos, purgativos e de alimentação especial.
   Ao longo da história, os loucos foram concebidos sob várias visões. Na idade média as cidades escorraçavam os loucos (os de origem estrangeira), deixando-os correrem pelos campos distantes quando não eram confiados a grupos de mercadores e peregrinos. Havia barcos que levavam os insanos de uma cidade para outra, e como errantes eles vagam de cidade em cidade. Frequentemente as cidades da Europa viam essas naus de loucos atracar em seus portos.
   Alguns loucos eram protegidos pelas suas famílias, outros eram acorrentados, outros exorcizados, outros queimados (bruxosz).
   No século XVIII começaram a aparecer espécies de asilos, que, também, abrigavam de forma sub-humana os loucos, nesses lugares os loucos continuavam vagando e falando incoerentemente. Os mais alterados eram imobilizados com lençóis úmidos. Podemos citar como exemplo dessas "casas de detenção", o Hotel Dieu de Paris e a Torre dos Loucos de Caen, na França.
   Mais recentemente, do ponto de vista orgânico, vários estudos apontam para causas bioquímicas das doenças mentais. Como exemplo desses estudos, citamos a paralisia geral progressiva, que apresenta em sua fase terminal um quadro semelhante ao da esquizofrenia.
   Na esquizofrenia, o indivíduo apresenta alterações motoras, de humor e de contato com a realidade. Apresenta alucinações auditivas e delírios que se manifestam na forma de ideias falsas e improváveis que o indivíduo acredita como sendo verdadeiras e lógicas e não há como convencê-lo do contrário.
   Dentre as causas da esquizofrenia, resultados de experiências apontam para o excesso de dopamina nas sinapses dopaminérgicas na área tegmental-A10. Esse excesso seria o resultado de um aumento de liberação de dopamina, de receptores supersensíveis e/ou de uma reabsorção lenta desse neurotransmissor pelas células nervosas no estriato ventral, que atua no tálamo fechando a entrada de informações para o córtex frontal.

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